terça-feira, 12 de novembro de 2013

A Igreja: um mistério de fé e de amor

A Igreja de Cristo, que somos nós e que nos ultrapassa! Pensar nela de modo apropriado, compreendê-la, exige, antes de tudo, tomar consciência do que professamos com tanta freqüência: “Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica”.

Eis um primeiro dado de grande relevância: a Igreja é objeto de fé! Professar a fé nesta realidade chamada Igreja é antes de tudo reconhecer que ela não se esgota simplesmente naquilo que nossos olhos podem perceber e nossos sentidos contemplar: ela nos ultrapassa, transcende nossa compreensão e percepção! A Igreja não é feita por nós, não é nossa, não nasce de nós. Ela brota do Eterno, do Infinito, vem do Alto, do seio do Pai que, através do Seu Filho feito homem, morto e ressuscitado, atrai a Si todas as coisas na potência do Santo Espírito. Eis a Igreja: Vida do Deus Triuno borbulhando neste mundo, neste universo, tudo vivificando, a tudo preparando para o Reino, para a Eternidade, para a Glória! E nós - que mistério - envolvidos, mergulhados nesta história de amor e salvação...

Se é verdade que ciências tais como a história, a sociologia, a antropologia e até a psicologia podem dizer algo sobre ela, sobre seu caminho no tempo da aventura humana, no entanto, somente na fé poderemos captar sua realidade mais profunda.

Não se pode compreender a Igreja a não ser na Igreja, nela crendo, nela vivendo, por ela sofrendo, dando-lhe nossos esforços, o melhor de nossos sonhos, o mais profundo do nosso afeto - em suma, compreenderá a Igreja quem vive e ama a Igreja! A este propósito são notáveis e comoventes as palavras do testamento de Paulo VI, no final de sua longa existência: “Ó santa Igreja, católica e apostólica, recebe o meu mais profundo ato de amor!”

Ou mesmo as palavras de um cardeal da antiga Cortina de Ferro. Ao perguntarem como se sentia sendo líder de uma Igreja dilacerada pela perseguição e opressão do marxismo, uma Igreja pela qual ele mesmo podia fazer muito pouco, o bispo, que estava em prisão domiciliar, respondeu: “Trabalhar pela Igreja é proveitoso; orar pela Igreja é mais proveitoso ainda; sofrer pela Igreja é tudo!”




Um comentário:

  1. Como bons cristãos nós devemos rezar pela Igreja de Jesus Cristo. Nós devemos evangelizarmos com palavras, mas, principalmente, com a vida, dando um bom testemunho, vivendo uma vida santa. Procurando unir fé e caridade. Amor e perdão. Que o bom Deus nos ajude a sermos cristãos sinceros e fiéis ao seu santo evangelho.

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