quinta-feira, 6 de março de 2014

Retiro quaresmal – O caminho a escolher

Logo no primeiro dia após as cinzas que nos introduziram na Santa Quaresma, o Senhor nos interpela – a cada um de nós, a mim, a você... Interpela à Igreja toda inteira: “Vê que Eu hoje te proponho a vida e a felicidade, a morte e a desgraça!”

Que palavras impressionantes! Que escolha de fogo!
“Eu te proponho hoje!”
Não é no passado que se decide a salvação, não é no futuro que se encontra a nossa resposta ao Eterno! É hoje, é agora! No agora da nossa vida, no aqui que estamos vivendo!

Irmão, olhe para você, olhe ao redor de você, observe bem o seu coração:
Agora, nas sua situação presente, nas suas relações, nos desafios que você está enfrentando, nas lutas que está travando...
Aqui, agora o Eterno entra no tempo da sua vida, o Infinito penetra no minúsculo da sua existência e desafia:
“Vê que Eu hoje te proponho!” Hoje, agora, na tua vida!

E a proposta aponta somente para duas opções:
Vida ou morte, felicidade ou desgraça!

Que vida? A Vida da amizade com Deus, a Vida que enche o coração de paz, venha o que vier, a Vida que dá um sentido à vida, que dá a certeza de que viver vale a pena, aconteça o que acontecer!
Que morte? A morte de um coração que já não percebe a razão última do existir, a morte de viver por viver, viver preso simplesmente nesta vida, com seus fragmentos, suas migalhas... Vidinha, cheia de bugigangas, de entretimentos, cheia de bagulhos, de pequenas realizaçõezinhas... Mas que não enchem o coração, levam a nada, dão no nada...

Mas, como escolher a Vida?
Obedecendo aos preceitos do Senhor teu Deus,
Amando o Senhor teu Deus
Seguindo os Seus caminhos,
Guardando Seus mandamentos,
Apegando-te a Ele!

Que expressões belas: amar, apegar-se ao Senhor!
Amamos tanta coisa que não mereceria ser amada, apegamo-nos a tantas coisas e pessoas que nunca preencherão nosso coração... E fazemos dessas coisas, dessas pessoas deuses estranhos, ídolos miseráveis, que nos iludem, nos escravizam e expulsam a doce presença do Deus verdadeiro de dentro de nós. E, no entanto, é Ele a paz, é Ele a alegria, é Ele a Vida que preenche a vida!

Irmão, eis a morte:
Desviar o coração do Senhor, Dele se afastando, Dele se escondendo,
Não escutá-Lo de verdade, mas seguir somente a própria razão e as razões do mundo,
Encher o coração de ídolos, a eles se apegando...
Assim, ainda que vivamos, estaremos mortos numa vida oca, vazia, sem sentido... Nosso riso seria um triste riso vazio, quase que para encobrir a falta de sentido, o desespero de uma vida besta...

Neste primeiro dia após as Cinzas do arrependimento,
Decida o caminho da Quaresma e da vida:
Irá você abrir-se? Irá você escutar o Senhor nestes dias? Irá realmente trabalhar na sua conversão?

“Tomo hoje o céu e a terra como testemunha  contra vós, de que vos propus a Vida e a morte, a bênção e maldição!”
Escolhe, pois a Vida, o Senhor, o Eterno, o Santo, o Bendito,
Para que vivas!

Pense bem nestas coisas, prepare-se bem para os santos dias que virão!

Esteja de coração aberto para o Senhor! Amém.


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