sexta-feira, 20 de março de 2015

Retiro quaresmal - sexta-feira da IV semana

Aproximamo-nos da Grande Semana. A Liturgia da Igreja começa agora a colocar toda a sua atenção em Jesus, o nosso Salvador, que por nós e pela nossa salvação, sofreu tão grande contradição, até a morte e morte de cruz.

Assim, meu caro Amigo, como continuação do nosso Retiro Quaresmal apresentarei por estes dias vários textos para sua meditação. Sobretudo, colocarei os quatro cânticos do Servo Sofredor, procurando comentá-los. Hoje, o Primeiro Cântico (Is 42,1-9), lido como primeira leitura da Missa da Segunda-feira Santa. Que o nosso olhar se dirija a Jesus; que o nosso coração se fixe no Senhor!

"Eis o Meu Servo que Eu sustento,
o Meu Eleito, em quem tenho prazer.
pus sobre Ele o Meu Espírito,
Ele trará o direito às nações" (Is 42,1).

Assim começa o primeiro dos quatro cânticos do Servo sofredor.
Aqui o Deus de Israel apresenta o Seu Servo.

Observe, meu Leitor, que são as mesmas palavras ditas no batismo de Jesus: “Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo” (Mt 3,17).
E enquanto diz isto, o Pai derrama sobre Ele o Seu Espírito. É o cumprimento desta profecia. E mais: aqui o Pai revela ao Filho que tipo de Messias Ele deve ser: o Messias Servo, apresentado no Livro de Isaías profeta.
Por isso mesmo a Igreja, durante toda esta Semana Santa, na Missa cotidiana, apresenta a figura do Servo sofredor. Toda a missão do nosso Salvador foi vivida como Servo sofredor e é assim que O contemplamos nestes dias santíssimos.

Ele é o Ungido ( = Messias) pelo Espírito Santo para ser o Servo salvador de Israel e do mundo inteiro.
Observe como já aqui está anunciado o alcance universal da Sua missão: “Ele trará o direito às nações”. Qual direito? O direito de Deus, do Deus Santo de Israel. Este direito que nossa sociedade ocidental agora rejeita e joga no lixo de sua existência e muitas vezes também nós, que trazemos o nome santo de cristãos, quando queremos viver do nosso modo, à margem ou contra a vontade do Senhor...

Pense nisto!
Reze o Salmo 6, o primeiro dos salmos penitenciais

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