terça-feira, 23 de setembro de 2014

Homossexualidade e cristianismo...

Vai de vento em popa na nossa sociedade a canonização da prática homossexual...
A este respeito, gostaria de propor algumas reflexões – e peço que você, meu caro Amigo, procure ponderar bem o que estou dizendo. Não pretendo aqui levantar bandeiras ou promover cruzadas...

Leia com calma o que escrevo, procurando compreender e contextualizar minhas palavras no todo do que entendo afirmar.

Quero deixar claro que falo para cristãos, para aqueles que desejam orientar sua vida e seu pensar segundo o Evangelho tal qual recebemos da Tradição Apostólica e nos é ensinado pela Santa Igreja de Cristo. Meu objetivo aqui é somente ajudar os católicos a pensar esta complexo tema da homossexualidade à luz do Cristo Jesus. Só isto!

Eis os tópicos que gostaria de apresentar:

1. É necessário que as pessoas homossexuais sejam respeitadas e não sejam estigmatizadas por suas tendências sexuais. A violência contra homossexuais – sejam elas físicas ou morais – é um crime e, diante de Deus, um pecado.
Cada pessoa deve ser respeitada com suas características e sua história, suas escolhas e seu modo de viver, desde que isto não prejudique os demais.

2. Também é correto desejar que cada pessoa tenha o direito de viver sua vida de acordo com seus valores e sua  própria consciência, desde que respeitando o bem comum e as normas da boa convivência social.
No entanto, não é aceitável que minorias homossexuais organizadas queiram impor a toda a sociedade seus valores e seu modo de pensar, destruindo o sentido genuíno do que seja família e do que seja casamento, valores que alicerçam nossa cultura e nossa sociedade. Não é admissível que uma ideologia de minoria destrua valores sagrados e consagrados de uma imensa maioria!
Por exemplo: Se duas pessoas do mesmo sexo desejam viver juntas "maritalmente", é um direito de escolha delas. Também é um direito delas que a legislação preveja os direitos e deveres oriundos dessa convivência. Mas, não é um direito querer impor a toda a sociedade chamar esta situação de "matrimônio", pois aqui se muda o conceito de matrimônio da totalidade da sociedade! Uma coisa é respeitar o direito de uma minoria, outra, bem diferente, é uma minoria impor a toda uma maioria a mudança de valores fundamentais como a família e o matrimônio como relação estável e aberta à vida entre um homem e uma mulher. O direito de uns não deveria solapar o direito de outros!

3. O sincero respeito que se deve ter pelos homossexuais não deve e não pode significar que todos tenham a obrigação de fazer uma avaliação positiva da homossexualidade e, menos ainda, da prática homossexual.
Respeitar a pessoa, suas tendências, suas opções, sim.
Quanto à avaliação de suas ações e modo de viver, depende dos critérios que alguém tome como norte e sentido da existência humana... E este também é um direito sagrado: direito a ter um sistema de valores, com noção clara do que é correto e do que é errado...
Deste modo, para um ateu, o critério é ele próprio e seu modo de pensar; ele mesmo é sua medida - e nisto deve ser respeitado!
Para um crente, o critério do certo e do errado é o próprio Deus: ao que Deus chama errado, o crente somente poderá chamar de errado também! Assim sendo, para um cristão, o critério de tudo - também das questões ligadas à sexualidade - é o Cristo tal qual crido e anunciado pela Igreja dentro da Tradição Apostólica. O cristão não se funda nas modas, não fundamenta seus critérios na voz da maioria, mas em Cristo Jesus, como Verdade última para a humanidade.
O cristão deve respeitar a opinião dos demais, mas a sua opinião funda-se em Cristo Jesus!

4. Pensemos agora num cristão homossexual.
Para um mundo pagão como o nosso, para pessoas que não têm como critério o Evangelho, ser homossexual e viver a homossexualidade não são problema algum; como não o é a infidelidade conjugal, como não o são as relações pré-matrimoniais e outras realidades mais...
E por que isto? Porque não se crendo em Cristo, não é Ele o critério! E qual é o critério? Em geral - e digo-o com todo o respeito! - o critério dos não-crentes são eles próprios, seu modo de pensar, sentir e viver... É um direito deles: pensarem e viverem como desejarem!

Mas, para alguém que creia em Cristo e deseje viver segundo a fé cristã, o ser homossexual traz sim dificuldades, conflitos e dores. E isto porque o critério da vida de um cristão não é a moda, não é a mentalidade dominante, não é nem mesmo a própria pessoa; o critério é a norma do Evangelho, expressa na fé da Igreja.
Portanto, isto exige - para todo aquele que crê - deixar-se sempre a si mesmo para abraçar, na própria vida e com a própria vida, a norma de vida de um Outro – Daquele que disse: “Quem quiser ser Meu discípulo, renuncie-se a si mesmo e siga-Me!” – não é e não será nunca uma tarefa fácil!
Crer é sair de si à procura de um Outro, é deixar-se para encontrar-se no Outro, é tomar o Outro como critério, norma e caminho da própria vida! E isto em todos os aspectos da existência, também na questão da sexualidade e da homossexualidade!
Assim, uma coisa é um homossexual ateu ou não-cristão - sua norma é seu próprio pensamento e medida; outra coisa é um homossexual cristão - sua norma é o preceito de Cristo!

5. Um homossexual cristão deve sim procurar corajosamente aceitar sua realidade homossexual, mas não para viver do seu jeito e sim do jeito de Cristo! Portanto, para um cristão, aceitar a própria homossexualidade não significa vivê-la de qualquer jeito, mas colocá-la debaixo do senhorio de Cristo!
E qual é o jeito de Cristo? Qual a Sua norma para a sexualidade humana?
Certamente que essa norma é aquela da vida sexual como expressão do amor e da entrega a outra pessoa, numa tal comunhão que, selada pelo sacramento do matrimônio, seja até à morte e aberta de modo fecundo aos filhos que Deus der.
Para Deus, tal qual nos foi revelado na perene Tradição apostólica – sejamos claros – a norma é a heterossexualidade e não a homossexualidade! Para um cristão homossexual certamente isto provoca uma séria crise!
Mas, atenção a qui: todos nós temos nossas crises... também no campo afetivo e sexual... Crer nos colocará sempre em crise, pois nos revela o que somos e nos convida a partir em direção do que deveríamos ser aos olhos do Senhor! É verdade, no entanto, que a crise no tocante à sexualidade é muito mais séria e estrutural!
E é preciso que se diga: para um cristão com tendência homoafetiva, a homossexualidade tem a marca da cruz – é sim uma cruz! Mas, o nosso Salvador Jesus disse: “Toma a tua cruz e segue-Me!” Em outras palavras: “Segue-Me com tua homossexualidade! Segue-Me com as crises e dificuldades nas quais ela te coloca! Eu estarei contigo no teu pranto, na tua solidão, no teu medo! Eu continuarei a ti amar, a ti esperar, a acreditar na tua capacidade de superação! Eu nunca me cansarei de te amar! Toma a tua cruz, deixa-te, vem Comigo; cresce à Minha medida, medida da humanidade livre, transfigurada, redimida, como o Meu Pai do Céu sonhou!”
Um homossexual que deseje viver seriamente sua fé cristã deve saber que é amado pelo Senhor, que não é rejeitado pela Igreja, mas que deve – como também os heterossexuais – colocar sua sexualidade debaixo do senhorio de Cristo:
deve lutar para ser casto, para ser reto, para fugir de toda leviandade e imoralidade;
deve claramente reconhecer que os atos homossexuais, aos olhos do Senhor Deus, não são moralmente corretos como a relação heterossexual no casamento...
Por isso é muito importante que um homossexual cristão procure a ajuda de um sacerdote ou de um cristão maduro, ponderado, fiel a Cristo e à Igreja que possa ajudá-lo no seu caminho. Quem não precisa da ajuda dos outros no caminho de Cristo? Não é isto a Igreja? Não é isto que nos manda a fé cristã: ter uma orientação espiritual com alguém que saiba curar as próprias feridas e as dos outros?

Atenção que isto não vale só para os homossexuais... Pense num jovem que deseje levar a sério sua castidade, num esposo que de verdade procure ser fiel, num político que sinceramente deseje ser honesto... Crise e luta para sair do seu critério e abraçar o critério do Senhor são uma herança de todo cristão - e Jesus no-lo preveniu!

E se houver quedas no caminho desse irmão homossexual? E se as amizades descambarem para atos homossexuais?
É não desanimar: como qualquer cristão, trata-se de olhar para o Cristo, pedir perdão no sacramento da Penitência e recomeçar o caminho, procurando vencer o pecado!

E se um homossexual cristão, mesmo reconhecendo que os atos homossexuais não são moralmente agradáveis a Deus, não conseguir ser casto, e procurar viver com outra pessoa do mesmo sexo, inclusive tendo uma vida sexualmente ativa?
Nem assim deve pensar que já não é cristão! Deve reconhecer claramente que sua situação não é o ideal diante de Deus; objetivamente falando,  é de pecado! No entanto, deve viver uma vida o quanto possível digna diante do Senhor e dos homens. Não deve deixar a oração nem a frequência à Santa Missa e deve dizer sempre – todos nós devemos dizer sempre com o coração, o afeto, a alma e também com as lágrimas: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador! Não condigo subir a Ti; desce à minha miséria, toca a minha situação! Nada é impossível para Ti!”
Certamente que aquele que se decida por uma vida de prática de atos homossexuais não deve se confessar sacramentalmente nem receber a comunhão eucarística; mas pode sim procurar sempre o conselho e a ajuda de um sacerdote ou de um cristão que o auxilie no caminho de seu seguimento a Cristo.
É muito importante compreender que não há miséria e drama humanos que não possam ser atingidos pela cruz do Senhor!
Não se trata de chamar certo ao que é errado ou de avaliar como virtude ao que é fraqueza aos olhos do Senhor; trata-se, sim, de ter misericórdia, de acolher, de ter compaixão do outro! Eis: a verdade na caridade e a caridade verdadeira!

Triste daquele que vir o irmão levando pesado fardo e ainda aumentar-lhe o peso com o desprezo e a rejeição!
O pecado deve ser chamado sempre pecado, mas o pecador deve ser sempre acolhido com misericórdia e respeito e tratado como um irmão. Quem de nós não é pecador? Quem de nós não é ferido? Quem de nós não tem suas doenças espirituais? "Quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra!" - assim nos corrige o Senhor, o único sem pecado!

6. Não sabemos por que algumas pessoas nascem homossexuais.! Nem mesmo as ciências sabem ao  certo... Sabemos que elas não escolheram a tendência que possuem; sabemos também que não são moralmente doentes – há tantos homossexuais tão dignos e generosos!
Mas, sabemos que elas podem seguir o Senhor e devem fazer o melhor de si para serem santos, para serem cristãos de verdade!
O resto, coloquemos nas mãos do Senhor, com os olhos fitos em Cristo, que morreu por todos de modo tão atroz, exatamente porque grande é a profundidade de nossas misérias e contradições!
Diante de mistérios assim, diante dos enigmas da existência, diante da dor e da cruz dos irmãos, devemos olhar para o céu e pronunciar, comovidos e humildes, aquela sábia bênção judaica, que cabe muito bem nos lábios de um cristão: “Bendito sejas Tu, Senhor nosso Deus, que guardas os segredos!” Isto mesmo: Ele sabe os mistérios! Ele conhece o motivo; Ele sabe o porquê. Nós não sabemos nada!

7. Esta é a diferença entre o pensar cristão e a perspectiva do mundo atual, pós-cristão e até anti-cristão: para esse mundo, a vida é sem Deus mesmo: cada um é a sua verdade, a sua medida e o seu próprio critério; cada um faz o que bem entende com a existência! Um cristão respeita esse modo de ver e viver; mas de modo algum pode concordar com ele...
Para o cristão, a vida é dom, é mistério a ser vivido diante de um Outro que nos ama e a quem deveremos prestar contas.
Num mundo sempre mais pagão e menos cristão, vai ficando difícil compreender estas coisas...

Aos pais cristãos que tenham filhos homossexuais, eu digo: acolham-nos com amor e respeito, ajudem-os a definir os valores de sua vida segundo os critérios de Cristo, não os abandonem nunca nem os tratem com desprezo, mostrem-lhes sempre Jesus como ideal e caminho de felicidade e realização e, no fim de tudo, rezem muito por eles e os respeitem no rumo que derem à vida, desde que digno e responsável, sem leviandades ou desrespeito ao sagrado recinto do lar! Atenção que respeitar os homossexuais não é pensar que eles também não devam respeitar limites e regras!

8. Quanto aos jovens “felizes e realizados” com sua “opção” sexual, tais como o mundo os deseja e propaga, paciência: é o modo de pensar e viver dos que já não conhecem a Deus e Seu Cristo Jesus!
Que Nosso Senhor também a esses - como a nós todos! - mostre a luz bendita do Seu Rosto para que vejam o verdadeiro sentido da vida e encontrem a verdadeira paz e realização!

Não podemos impor aos não-crentes nossos valores; por eles podemos rezar, amá-los e anunciar-lhes Jesus Cristo integralmente, sem máscaras nem descontos, Ele que é Caminho, Verdade e Vida da humanidade e de cada pessoa! 

6 comentários:

  1. Está muito bem explicado esse assunto, mas o que vejo, na prática, é uma revolta sem sentido, dos que não creem em Deus, mas quer que se aceite, à força, o comportamento homo, quando a pessoa é que é acolhida, amada, respeitada mas não a orientação sexual.

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  2. Palavras mais sabias q estas nao existe,por isso que tenho o maior respeito e adimiracao por este servo de Deus...

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  3. Prezado, bom dia!
    Sou casado a 20 anos, pai de duas lindas meninas, graças a Deus.
    Como Cristão católico, gostaria apenas de compreender melhor algumas de suas colocações, mas claro que lembrando do fato verdadeiro de que quem julga todas as almas e suas atitudes é nosso Deus misericordioso.
    Primeiramente gostaria de compreender melhor a respeito do critério citado na frase abaixo...

    "E qual é o critério? Em geral - e digo com todo o respeito! - o critério dos não-crentes são eles próprios
    Um homossexual cristão deve sim procurar corajosamente aceitar sua realidade homossexual, mas não para viver do seu jeito e sim do jeito de Cristo!"

    - Ok. mas como Jesus Cristo viveu?
    Hoje, em nosso mundo existe tanta leviandade que dizem em filmes "baseados em história" que Jesus teve filhos com Maria Madalena e outros chegam a dizer até que Ele fora homossexual.
    Portanto, gostaria de entender melhor o sentido e profundidade se sua frase.

    "Certamente que essa norma é aquela da vida sexual como expressão do amor e da entrega a outra pessoa, numa tal comunhão que, selada pelo sacramento do matrimônio, seja até à morte e aberta de modo fecundo aos filhos que Deus der."

    Mas como a homossexualidade poder dar naturalmente filhos aos casais homossexuais? quando adotam crianças qual será a formação das mesmas, sendo que quero deixar claro que, como bem colocou, ,muitas vezes as crianças se tornam de opção homossexual até por questão de educação e criação pela própria família.
    Não vejo a criação desta criança como uma educação Cristã, dentro dos moldes de Cristo. Se a homossexualidade já é uma cruz, imagine para uma criança...

    "colocar sua sexualidade debaixo do senhorio de Cristo:
    deve lutar para ser casto, para ser reto, para fugir de toda leviandade e imoralidade;"
    Sim, concordo que para o homossexualismo e a forma de viver que na sua grande maioria tem, é uma pesadíssima cruz.

    "Um cristão respeita esse modo de ver e viver; mas não pode concordar com ele..."
    Como Cristão devoto, tenho que concordar com esta frase... como?
    Não sou contra os homossexuais e nem quero que minhas colocações sejam levadas para este sentido, mas apenas me preocupa o seguinte:
    Por que as leis de nosso país protegem muito mais os direitos desta "minoria" e punem severamente os heterossexuais quando discordam da homossexualidade?
    Veja que em uma ocasião um reitor de uma Universidade disse que, ao ver um casal de heterossexuais dando um grande "amasso" no pátio da faculdade, ele os repreende e pede que se retirem, pois tem lugar mais "apropriado" para fazer este tipo de cena.
    Mas como ele bem colocou nesta reportagem publicada, se ele falar qualquer coisa que repreenda um casal de homossexuais fazendo a mesma coisa, ele será severamente processado perante a lei, por praticar "preconceito".
    Minha preocupação mesmo é em relação à massificação desta cultura do homossexualismo como sendo algo absolutamente natural e que, como disse o Dr. Dráuzio Varela em vídeo publicado no facebook, a homossexualidade é praticada em TODOS os seres vivos...
    Enfim, como Cristãos acredito sim que devamos respeitar e acolher cada um desses irmãos que tem sua homossexualidade aflorada, mas que eles nos respeitem e tenhamos então os mesmos direitos para expormos, com o respeito mútuo que é devido, nossas opiniões e suas diferenças.
    Com sua benção,

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    1. O critério para os não-crentes... Penso que vc não compreendeu o que eu quis dizer. Não estou dizendo que é correto ser o critério para si próprio. O que digo é que, de fato, isto acontece: para um crente, o critério é Deus; para um não-crente, qual é o critério? Um só: ele próprio! Penso que isto seja óbvio...
      O crente fundamenta-se em Cristo; e o não crente? Nas suas próprias concepções!

      Outra afirmação: a norma de Cristo: uma casal heterossexual, vivendo estavelmente no amor, aberto à vida. Pronto! É esta!
      Quem falou em adoção por casais homossexuais?! No meu texto não há nada sobre isto! Claro que não é correto homossexuais adotarem uma criança! Mas, nem tratei deste tema!


      "Um cristão respeita esse modo de ver e viver; mas não pode concordar com ele..." Não compreendi qual o problema aqui... Respeito é aceitar que as pessoas possam organizar suas vidas como quiserem, desde que não desrespeitem os direitos dos demais; respeitar não é concordar! Se não respeitarmos, o que vamos fazer: perseguir, reprimir, oprimir? Isto seria contra o Evangelho!

      Acho que o que disse no meu texto ficou bastante claro. Dê uma lida novamente, procurando seguir o que realmente eu quis dizer...

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  4. Maravilhoso artigo! Muitoesclarecedor! Muito obrigado

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