quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Luz para os meus passos

"A Sabedoria é um Espírito amigo dos homens,
não deixa impune o blasfemo por seus propósitos;
porque Deus é a testemunha dos seus rins,
perscruta seu coração segundo a verdade
e ouve o que diz a sua língua" (Sb 1,6).

Na Escritura Sagrada, no Livro da Sabedoria, aparecem a Sabedoria e o Espírito. Os cristãos, relendo esta Palavra de Deus à luz do Cristo Jesus, discernem na Sabedoria ora o Verbo eterno que Se fez carne, ora o Espírito Criador, que o Cristo derramou sobre nós.

Neste versículo 6, poder-se-ia compreender a Sabedoria como sendo o Espírito Santo de Deus ou como o Verbo, cheio do Espírito, doador do Espírito, que Dele procede vindo do Pai como Sua fonte última. Em todo caso, é da ação do Espírito que o versículo fala: Ele é Amigo dos Homens! Título belíssimo: Filantropo! Nossos Irmãos do Oriente muitas vezes referem-se assim ao Cristo: Amigo dos Homens!

Deus ama a humanidade, Deus criou o homem à Sua imagem, criou-o para a comunhão com Ele, criou-o para que ele traga em si a bendita imagem do Cristo morto e ressuscitado, o Homem perfeito, o modelo, critério e medida de cada homem! (cf. Ef 4,13-15)

Para nós, cristãos, que é o homem? O ser criado através de Cristo e para Cristo,
o ser que somente será ele mesmo à medida que traz em si a imagem bendita do Cristo Jesus!

Para nós, cristãos, qual o critério, a medida do homem? Quem diz o que é verdadeiramente humano ou não, o que é normal ou não, o que é correto ou não, o que é lícito ou não, o que é ético e moral ou não, o que é bem ou mal?
Eis a resposta: o Cristo Jesus!
Ele é a Medida, o Critério, o Sentido: "Até que alcancemos todos nós a unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, o estado de Homem Perfeito, a medida da estatura da plenitude de Cristo. Assim, não seremos mais crianças, joguetes das ondas, agitados por todo vento de doutrina, presos pela artimanha dos homens e da sua astúcia que nos induz ao erro. Mas, segundo a verdade em amor, cresceremos em tudo em direção Àquele que é a Cabeça, Cristo!" (Ef 4,13-15).

Certamente, a humanidade como se encontra agora - eu, você, todo ser humano - é uma humanidade ferida, cheia de cacoetes, manifestações tortas, patológicas, conflituosas...
O homem e os critérios dos homens, mesmo que "doutos", nunca podem ser o critério último do ser e do agir humano: só Cristo, o Homem Perfeito, é a medida do homem, como reconhecia a Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II: O mistério do homem somente se ilumina à luz do mistério do Verbo Encarnado! Somente Cristo revela de modo pleno o homem ao próprio homem! (cf. GS 22).

Menos que Cristo não realiza o homem, não o humaniza verdadeiramente! Qualquer proposta de humanização que seja fora de Cristo ou contra Cristo é desumanizante!
Por isso, o Espírito "Amigo dos Homens", de que fala o Livro da Sabedoria, "não deixa impune o blasfemo por seus propósitos".

O amor de Deus para conosco, Sua bendita, santa e inefável filantropia, não nos dispensa de caminhar na verdade do Criador, mas, pelo contrário, exige que nos coloquemos no caminho da conversão! Somente nos convertendo ao que o Senhor pensou para nós é que seremos nós mesmos e viveremos na verdade de Deus, que é a nossa verdade!

Atenção: não é a nossa "verdade" que se torna Verdade de Deus, mas a Verdade de Deus, que deve plasmar a nossa verdade... Caso contrário, nossa verdade não passa de mentira, ilusão, idolatria e, portanto, blasfêmia!

"Salvação" é a palavra chave do Evangelho, pois "o desejo de Deus é que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade" (1Tm 2,4); "conversão" é a palavra indispensável, que diz se alguém aceita ou rejeita a salvação! Não há, não pode haver salvação sem conversão! E conversão significa sair de mim do meu jeito
para ir para mim mesmo do modo de Cristo, significa sair da minha lógica para entrar na lógica de Cristo!

E qual é a lógica de Cristo?
Aquela que aparece nas Escrituras como escutadas, cridas, rezadas, contempladas, vividas e ensinadas perenemente pela Igreja, dentro da Tradição Apostólica!
Fora disso, não há Escritura: há confusão, há arbitrariedade, há fantasias humanas,
há manipulação miserável da Palavra de Deus, mesmo com capa de piedade ou erudição!

Assim, o Deus que pelo Espírito de Sua Sabedoria (isto é, o Pai, que pelo Espírito do Seu Filho) a todos deseja salvar, espera de nós uma resposta de conversão! E quando o homem se fecha na sua própria lógica, no seu próprio critério, no seu próprio pensamento levado pelo vento, é punido, recebe na própria carne da vida a correção do Senhor Deus!
O Senhor nos conhece, mais que nós mesmos nos conhecemos,
o Senhor sabe a medida do homem, mais que os filósofos, os psicólogos, o antropólogos, os sociólogos, os teólogos...

"Porque Deus é a testemunha de seus rins", isto é, dos seus instintos, dos seus impulsos mais profundos, dessas tendências mais ancestrais,"perscruta seu coração segundo a verdade",isto é, perscruta o pensamento do homem, sua lógica, seus critérios e intenções, medindo-os não pelo que o homem pensa, não pelas opiniões da maioria, não pelo politicamente correto, não pelas taras da moda, criadas pela cegueira humana e por sua estreiteza de coração, mas medindo-os "segundo a Verdade", isto é, segundo o critério do próprio Deus, que é Amor e Verdade: Amor verdadeiro e Verdade amorosa! "E ouve o que diz a sua língua": então, o Senhor é testemunha dos nossos rins (instintos, impulsos, tendências, paixões, perscrutador do nosso coração (pensamento, raciocínio, projetos, lógica que nos move) e conhecedor das nossas palavras (aquilo que exprimimos, comunicamos, difundindo a comunhão ou a divisão, a verdade ou a mentira, o amor ou o ódio).

Bendita seja a santa Palavra do Eterno, que é luz para nossos passos nos escuros caminhos da história! "Quem Me segue, não andará nas trevas, mas terá a luz da Vida" (Jo 8,12).

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terça-feira, 14 de agosto de 2018

A propósito de Ez 1,2-28

Nesta última segunda-feira, XIX do Tempo Comum, começamos, na Missa, a escutar trechos do Profeta Ezequiel.

Ele encontrava-se em Babilônia, no Exílio, com os exilados. Era por volta do ano 592 aC. E, num êxtase, o Profeta teve uma tremenda experiência do Deus Santo de Israel. Se olharmos bem o texto (Ez 1,2-5.24-28), ele revela escondendo e diz sem dizer sobre o Deus Vivo, o Santo, o Deus de Israel.

Em todo o texto as expressões são: “algo como a forma de”, “a aparência fazia lembrar”, “semelhante a”, “se assemelhavam a”, “uma forma com a aparência de”, “algo semelhante a”... Em outras palavras: Deus é o Misterioso, o Santo! Não pode ser circunscrito, não pode ser descrito, não pode ser enquadrado! Ele é o que É, o Vivente, o “Sente”, isto é, “O que está sendo continuamente, sempre estável, sempre em movimento, sempre de novo, sempre o mesmo”!

Impressiona, no texto, as imagens ligadas ao fogo, à luz, ao brilho... Elas evocam a Glória do Senhor Deus, evocam o Seu Espírito, que é luz, vitalidade, vigor, movimento, dinamicidade, variedade, liberdade, criatividade, energia... O fogo ilumina, purifica, devora, transfigura, impregna, incandesce... O Fogo de Deus é o Seu Espírito: Ele é Presença de Deus, Potência de Deus, Energia de Deus, Glória de Deus, Dinamismo de Deus, Vitalidade de Deus, Misteriosidade de Deus!

Impressiona ainda, na perícope, que esse Deus tão misterioso e imenso tenha “uma forma com aparência humana” (v.26). Ele não é humano, Ele não tem forma, Ele não pode ser visto, descrito, circunscrito e, no entanto, no meio do Fogo, todo de Fogo, deixa-Se entrever numa forma de fogo como que numa aparência humana... Santo Irineu diria, no século II, que era já o Verbo “acostumando-Se” a caminhar com o homem e “acostumando” o homem a receber Deus!

Deus tão imenso, Deus tão próximo,
Deus tão compreensível, Deus tão incompreensível!

Mas, onde se deu tal visão?
Resposta surpreendente: no Exílio, em Babilônia, longe do Templo, longe de Jerusalém, distante da Terra Santa!

Que coisa!
O Deus de Israel não é o Deus da Terra Santa! Não é o Deus de Jerusalém! Não é o Deus do Templo!

A Terra Santa é de Deus; e só é “santa” porque é de Deus;
mas Deus não é o Deus da Terra Santa! Ela não pode retê-Lo!
Jerusalém é de Deus; e é Cidade Santa da Antiga Aliança, porque ali reside o Nome do Eterno!
Mas, o Eterno não é de Jerusalém, não é o Deus de Jerusalém, não pode ser aprisionado nos muros da Cidade!
O Templo é de Deus: ali Ele repousa os Seus pés, ali habita o Seu Nome...
Mas, Ele mesmo, não está preso ao Templo, não precisa do Templo, não Se limita a ele...

Assim, Deus aparece no Exílio!
Deus exilado com o Seu Povo!
Deus que padece com o Seu Povo padecente!
Deus solidário, Deus próximo, Deus providente!

E, no entanto, Israel não pode dominá-Lo, não consegue engaiolá-Lo, não poderá nunca manipulá-Lo, barganhar com Ele, usá-Lo para sua própria satisfação!

Eis o Deus de Israel, o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo!
Eis o nosso Deus:
Em Jesus nosso Senhor, Ele veio, Ele Se deu todo, Ele revelou Seu Nome de Abbá, Ele Se fez ternura, proximidade, misericórdia, ternura, compaixão, piedade,
mas permanece misterioso, inapreensível, indisponível para quaisquer manipulações!

A Ele somente se pode acolher, não reter;
A Ele somente se pode admirar, não compreender;
Por Ele somente se pode deixar-se envolver, não abraça-Lo;
Dele somente se pode intuir, não esquadrinhar!

Ele É!
O Santo!

Bendito seja o Reino do Pai e do Filho e do Espírito Santo,
assim como era no princípio, agora e sempre
e por todos os séculos dos séculos.

E a Igreja, admirada e exultante, diga: Amém!


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sábado, 11 de agosto de 2018

Homilia para o XIX Domingo Comum - ano b

1Rs 19,4-8
Sl 33
Ef 4,30 – 5,2
Jo 6,41-51

A Liturgia da Palavra deste Domingo ainda está ligada ao Evangelho da multiplicação dos pães. Jesus reclama porque os judeus não quiseram compreender o sinal da multiplicação. Claramente, Ele afirma: “Eu sou o pão que desceu do Céu! Quem dele comer, nunca morrerá!”Eis aqui a grande revelação do Senhor! Os judeus só conseguem ver a superfície, somente compreendem que Ele é o filho de José; não percebem, não creem que Ele vem do Pai, como alimento de nossa existência: Ele é o sustento, o alimento da nossa vida.
Afinal, que é viver? Será simplesmente existir, respirar, sobreviver, de qualquer modo, sem rumo, sem sentido, sem uma finalidade para a existência? Que vida seria essa? Não uma existência assim, miserável, que vemos tantos e tantos hoje vivendo!
Pois bem, Jesus afirma que Ele dá o sustento verdadeiro à nossa vida;
com Ele, a vida tem sentido, tem rumo, tem razão de ser;
com Ele, descobriremos porque vivemos, descobrimos de onde vimos e para onde vamos, descobrimos que somos amados e somos fruto de um sonho de amor;
com Ele, finalmente, temos a paz!
“Eu sou o pão da vossa vida! Precisais mais de Mim que vosso corpo do pão de cada dia. Quem come desse pão que sou Eu, isto é, quem se alimenta de Meu amor, de Minhas palavras, de Meu caminho, nunca viverá uma vida de mentira, de ilusão, de morte; antes, viverá de verdade!

Para ilustrar isso, basta pensarmos na situação de Elias, na primeira leitura de hoje.
Ele havia matado os profetas de Baal no monte Carmelo. Jezabel, a rainha idólatra, tinha prometido vingança e queria matá-lo. O profeta sentiu medo e fugiu, procurando esconder-se no deserto do Sinai para encontrar inspiração e consolo no monte Horeb (outro nome para o monte Sinai), o Monte de Deus. E lá vai Elias... Mas, o caminho longo, os dias quentes do deserto, a solidão, a tensão da fuga, tudo isso trouxe desânimo e depressão ao profeta. A vida lhe pareceu dura, amarga, sem sentido. Cansado, ele se rendeu e pediu a morte: “Agora basta, Senhor! Tira a minha vida, pois não sou melhor que meus pais...Sou igual a todo mundo, não sou a palmatória do mundo... Cansei! Quero morrer!”
Quantas vezes somos como Elias, quantas vezes a existência nos pesa, o sentido da vida parece se nos esconder, quantas vezes parece que apenas sobrevivemos, mas não temos ideia de para onde vai o caminho... O desengano do profeta é tão profundo que ele, deprimido, caiu no sono. E o Senhor enviou-lhe um anjo: “’Levanta-te e come!’ E ele viu junto à sua cabeça um pão assado... ‘Ainda tens um longo caminho a percorrer’. Elias levantou-se, comeu e bebeu e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites, até chegar ao Horeb, o monte de Deus”.
Caríssimos, também nós estamos a caminho, também nós precisamos de um pão como o de Elias. Esse pão o Senhor nos dá, esse pão é o próprio Cristo, que hoje nos diz: “Eu sou o pão da vossa vida!” Infelizmente para nós, caríssimos, nos iludimos, procurando saciar nossa fome de vida com coisas que não alimentam o coração. É aquela antiga queixa de Deus, pela boca do profeta Isaías: “Ah! Todos que tendes sede, vinde à água. Vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; comprai sem dinheiro e sem pagar, vinho e leite. Por que gastais dinheiro com aquilo que não é pão, e o produto do vosso trabalho com aquilo que não pode satisfazer? Ouvi-Me com toda atenção e comei o que é bom. Escutai e vinde a Mim, ouvi-Me e havereis de viver!” (Is 55,1-3).

Mas, o Senhor é bondoso e Sua misericórdia é sem limites! Quem pode pôr medida à Sua bondade? Ele não somente é pão e sustento de nossa vida de modo figurado. Para surpresa nossa, para escândalo do mundo – e até de tantos cristãos que estão separados da comunhão visível com a Igreja de Cristo – o Senhor revela: “O pão que Eu darei é a Minha Carne para a vida do mundo!”
É demais, caríssimos! É surpreendente, é inesperado! Aqui, o Senhor está falando claramente da Eucaristia: “Eu sou o pão da vossa vida, eu vos alimento de Vida e de sentido de viver; e Eu fico entre vós, fico convosco, alimento-vos de um modo que não esperáveis: Minha união convosco é total, absoluta: Eu vos dou verdadeiramente Minha carne, Meu corpo morto e ressuscitado, como Vida da vossa vida!”

Meus irmãos, não pode haver maior dom, maior intimidade, mais revigorante alimento! Os judeus murmuravam, cristãos de várias denominações murmuram, mas Cristo nosso Deus, que tem palavras de Vida eterna e para quem nada é impossível, nos garante: “O pão que Eu darei é a Minha Carne para a Vida do mundo!”
Caríssimos, estejamos atentos para nos aproximar frequentemente desse alimento de Vida eterna; com frequência e com dignidade. Privar-se da comunhão eucarística quando se poderia comungar é fazer pouco caso do dom do Senhor, é ser autossuficiente, é não reconhecer que somente Jesus nos alimenta e nos sustém com a Sua graça. Não cuidar de comungar é um orgulho que nos coloca debaixo da terrível sentença do nosso Salvador: “Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes do Seu sangue, não tereis a Vida em vós!” (Jo 6,53). Por outro lado, aproximar-se do Corpo do Senhor sem se examinar; comungar sem estar em comunhão com o Senhor e com os irmãos é mentir contra a Eucaristia, é comer e beber a própria condenação!
Comunguemos sempre, caríssimos; mas, comunguemos estando preparados, conforme a santa Palavra de Deus nos exorta! Recordemos a grave palavra do Apóstolo: “Que cada um se examine a si mesmo antes de comer desse Pão e beber desse Cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o corpo come e bebe a própria condenação” (1Cor 11,28s).

Meus caros, a Eucaristia, comunhão no santíssimo Corpo do Senhor, não somente é alimento para o nosso caminho, não somente á sustento da nossa vida, não somente é penhor de Vida eterna, como também nos dá a graça do Santo Espírito, que nos faz ser um só corpo em Cristo. Eis, que mistério tão profundo: comungando do Corpo do Senhor na Eucaristia, nós nos tornamos cada vez mais unidos no corpo do Senhor, que é a Igreja! Comunguemos, pois, e teremos força para viver o belo caminho que a segunda leitura deste hoje nos aponta: “Vivei no amor,como Cristo nos amou e Se entregou a Si mesmoa Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor”.Eis aqui: a nossa participação no Sacrifício eucarístico de Cristo, a nossa comunhão no Seu Corpo sacrificado e entregue amorosamente, devem nos levar a um novo modo de viver, um modo que consiste na docilidade ao Espírito do Senhor morto e ressuscitado, que significa comunhão com Deus e com os irmãos: “Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo”.

Portanto, seja Cristo, que Se oferece por nós em sacrifício e Se dá a nós em comunhão, o pão, o sustento, o sentido da nossa vida, para podermos caminhar, entre as lutas, desafios e cansaços desta vida, até o Monte de Deus, que é a Pátria celeste. Amém.


terça-feira, 7 de agosto de 2018

Cristo, o Senhor da vida!

Não ao aborto!
Não ao assassinato de crianças embrionárias!

Não à confusão entre direitos humanos
e aberrantes pautas de minorias ideologicamente motivadas!
Não à ditadura de minorias raivosas e destrutivas!

Não à hipocrisia em curso na audiência abortista do STF.
Não a instituições nossas e poderes da República totalmente contaminados pela maldita pauta do politicamente correto e da ditadura laicista de uma minoria intolerante!

Não à ONU ideologicamente aparelhada!

Sim à vida em todas as suas etapas!
Sim a uma sociedade na qual os valores fundantes da nossa cultura sejam respeitados!
Sim ao diálogo aberto e respeitoso!
Sim a instituições fortes, transparentes e respeitadoras do Povo ao qual devem servir verdadeiramente!


Ó Cristo nosso Deus,
Senhor da vida,
Vencedor do pecado e da morte,
acolhe na Tua Glória
os inocentes
que foram sacrificados no altar
do maldito ídolo do
politicamente correto.
Ó Cristo Deus,
salva a nossa Pátria, socorre o Brasil!


Cuidado!

“Incurável é a tua ferida, e a tua chaga não tem remédio.
Não há ninguém para defender tua causa.
Para uma úlcera há remédios, mas para ti não existe cura” (Jr 30,12s).

Palavras tremendas do Senhor a Israel...
Como é possível que o Senhor, invencível no Seu amor, Se dê por vencido pelo pecado do Seu Povo?
Seria o pecado mais forte que a graça?
Seria o abismo da miséria humana mais profundo que o poder transformador do amor de Deus?
Seriam as trevas do nosso coração mais densas e consistentes que a luz do Senhor?

Não, certamente!
Ao fim deste oráculo, o Santo afirma:
“Eis que mudarei a sorte das tendas de Jacó,
terei compaixão de suas moradas...
Deles sairá a ação de graças e gritos de alegria.
Eu os glorificarei: não mais serão humilhados” (Jr 30,18s).

Então, por que o Senhor fala de uma ferida incurável, sem cura?
Porque o nosso pecado, de ato em ato, de infidelidade em infidelidade, de frieza em frieza, de descaso em descaso, pode nos levar a um total fechamento ao Senhor, a uma total insensibilidade à Sua presença, à Sua palavra, aos Seus apelos. E aí, então, sobrevém o fechamento total, aquele pecado que conduz à morte da alma (cf. 1 Jo 5,17).

É preciso cuidar do coração, do modo como escutamos realmente, como acolhemos os apelos do Senhor em nossa vida. O próprio Senhor nosso Jesus Cristo advertiu-nos gravemente: “Cuidado para que os vossos corações não fiquem pesados pela devassidão, pela embriaguez, pelas preocupações da vida, e não se abata repentinamente sobre vós aquele Dia, como um laço” (Lc 21,34s).
É tão fácil, imperceptivelmente, ir dizendo “não” ao Senhor, ir alimentando pensamentos, raciocínios, sentimentos, atitudes, atos, situações que não são segundo o Coração divino...

Cuidado! Cuidemos!

Não aconteça que, aos poucos, cheguemos àquela situação de ferida incurável, de distanciamento tão grande que a volta nos seja impossível, que o amor já não mais possa ser reanimando e o coração reaquecido!
E isto não pode impotência de Deus, mas pela dureza nossa, pelo nosso fechamento!

Não brinquemos não!
Há um misterioso e indecifrável encontro, uma impressionante, real e incompreensível  sinergia (convergência de energias) entre a graça triunfante do Senhor Deus e a tremenda realidade da nossa liberdade, que pode elevar-nos ao céu ou prostrar-nos no inferno!

Pense nisto, Irmão caríssimo!


Para ter pena, muita pena...

Acabei de assistir a um vídeo deplorável: uma "pastora" "evangélica" quebrando imagens de Cristo nosso Senhor e da Virgem Maria a pauladas...
Sinto pena imensa pela ignorância cultural, religiosa, bíblica dessa gente... Pela pobreza humana... Pela grosseria fundamentalista idiotizada e cretina...

A um católico, tais atitudes devem entristecer pela falta de respeito, pela triste depauperação do cristianismo e da religião em geral... Estão plantando sementes de intolerância, estão tornando o ambiente pesado demais para uma convivência pacífica no futuro. Isto é muito, muito ruim... É um desserviço à própria religião de modo geral... É dá motivo a quem é antirreligioso a afirmar que religião é sinal de intolerância, atraso e degradação...

Mas, como não somos idólatras, nem nós, católicos romanos, nem todos os irmãos católicos do Oriente cristão, que veneram desde a antiguidade cristã as sagradas imagens, para nós todos quebrar, vilipendiar imagens, não significa nada, apesar de ser crime tipificado no Código Penal brasileiro! Imagens são imagens, nada mais...

Rasgar uma foto de alguém que amo, violar a bandeira do meu país, entristece pela grosseria e falta de respeito, e só. É o caso das sagradas imagens do Santíssimo Salvador nosso Jesus Cristo e dos Seus servos os santos, a começar pela Toda Santa Sempre Virgem Maria. Certamente, é uma falta de respeito para com o Senhor e os Seus santos... Só a ignorância explica atitudes assim...

Rezemos pelos "evangélicos" que são intolerantes e obtusos: que o Senhor lhes toque o coração e se convertam! E agradeçamos a Deus por aqueles outros tantos, que mesmo estando fora da Comunhão visível da única Igreja de Cristo, são cristãos como nós, respeitam a fé dos outros e procuram viver sua opção religiosa em paz e no amor de Cristo!

E que o Senhor tenha piedade de todos nós e conduza todos os cristãos à unidade plena Nele e no Seu Corpo, que é a Igreja!

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sábado, 4 de agosto de 2018

O "evangelho" segundo a Record

Perguntam-me pela novela da TV do Edir Macedo...
Aquele Jesus é o jesus da Universal, não é o Jesus das Escrituras; é o evangelho segundo Edir Macedo e seus espúrios interesses.
Quanto à Toda Santa Mãe de Deus, odiada pelos inimigos de Cristo e por Satanás, aquela maria da Record, não tem nada a ver com ela!
Um católico que assiste àquilo peca gravemente, pois denigre o que é de Deus, o que é sagrado, é coisa fina!
Você veria um filme que denigrisse sua mãe e mentisse sobre sua família?
Fico impressionado com os ardis do Diabo: já usou as novelas para ensinar todo tipo de perversidade; agora, usa o Nome santíssimo do Senhor e as coisas e pessoas a Ele relacionadas para destruir, mentir, enganar e desviar! Tudo sob a capa de santidade... Satanás é mesmo o Mentiroso, o Pai da Mentira, o mestre do disfarce... Se mostrasse a cara claramente, correríamos dele...
”Sede sóbrios e vigilantes! Eis que o vosso Adversário, o Diabo, vos rodeia como leão a rugir, procurando a quem devorar. Resisti-lhe, firmes na fé” (1Pd 5,8s).

O lado negro da força...